Nosso processo de criação: da copy ao Figma e ao site no ar
Por que os nossos sites não parecem template, e todas as etapas até a página no ar.
Karine Sackt · Designer de landing pages e fundadora da Fysi Lab Digital
· 6 min de leitura

Neste artigo
Site diferenciado não nasce de template. Nasce de processo. Cada projeto da Fysi passa pelas mesmas etapas, da primeira conversa até a página no ar, e é isso que faz um site de advogado não parecer com o de uma dermatologista, e nenhum dos dois parecer com o do concorrente.
Vou te mostrar como a gente cria, do texto ao visual, do Figma à publicação.
As etapas de um projeto
- Imersão e estratégia
- Copy
- Direção visual
- Layout no Figma
- Desenvolvimento em ambiente de teste
- Revisão e testes
- Publicação e acompanhamento
Por que os nossos sites não parecem template
A maioria dos sites que você vê por aí começa assim: escolhe um tema pronto, troca o logo, troca as fotos, cola o texto onde cabe. O resultado funciona, mas é igual a outros mil. E o seu cliente percebe, mesmo sem saber explicar.
Aqui a ordem é outra. Primeiro a gente entende o negócio, depois escreve, depois desenha, e só então constrói. O visual nasce do que a marca precisa comunicar, não do que o tema permite.


1. Imersão e estratégia
Tudo começa entendendo o negócio, não a página. O cliente preenche o nosso briefing (um portal próprio, onde dá até pra mandar áudio em vez de escrever) e a gente mergulha:
- Quem é o público e o que ele precisa ouvir pra confiar.
- Qual a oferta, qual a ação principal e de onde vem o tráfego.
- O que os concorrentes fazem, pra saber onde se diferenciar.
- O que já existe de prova: resultados, depoimentos, credenciais.
Sem essa etapa, qualquer layout bonito é chute.
2. A copy vem antes do design
Essa é a parte que mais surpreende quem chega: a gente escreve a página inteira antes de desenhar qualquer coisa.
É o texto que decide a ordem das seções, o tamanho da página, o que precisa de destaque e onde entra cada prova. A promessa da primeira tela, as objeções que precisam ser respondidas, a chamada pra ação. Tudo isso é decidido no texto.
Desenhar primeiro e “encaixar o texto depois” é o jeito mais rápido de ter uma página bonita que não vende.
3. Direção visual
Com a mensagem definida, a gente decide como ela vai parecer. Referências, paleta, tipografia, estilo de imagem, o clima da marca. Um escritório de advocacia criminal pede sobriedade e autoridade. Uma clínica de medicina fetal pede acolhimento. Uma dermatologista de alto padrão pede elegância e critério.
É aqui que se define se a página vai ter foto profissional, imagem tratada, elementos 3D ou ilustração, e qual sensação a pessoa precisa ter nos primeiros segundos.
4. Layout no Figma: liberdade pra criar
O layout é desenhado no Figma, do zero, antes de qualquer linha ser construída. E esse é o grande diferencial do processo.
No Figma não existe “o tema não deixa”. Dá pra pensar a página como ela deveria ser, e não como a ferramenta de construção permite. Testar três versões de uma primeira dobra, mudar a hierarquia de uma seção, experimentar uma composição diferente, tudo em minutos.
- Liberdade criativa: cada seção é pensada pro conteúdo que ela carrega, não encaixada num bloco pronto.
- Desktop e celular desenhados juntos: a versão mobile não é “o desktop espremido”, é pensada à parte.
- O cliente vê a página de verdade antes de construir: aprova com o visual final na frente, não imaginando.
- Ajuste barato: mudar no Figma leva minutos. Mudar depois de construído leva horas.
Cliente pedindo ajuste na fase do Figma, e não depois de publicado:
5. Desenvolvimento, fora do ar
Com o layout aprovado, a página é construída em WordPress com Elementor, fiel ao que foi desenhado. E aqui tem um cuidado que ninguém vê: a gente não constrói direto no site que está no ar.
O desenvolvimento acontece num ambiente de teste, separado do domínio do cliente. Isso evita:
- Site quebrado ou fora do ar enquanto é mexido.
- Google indexando o que não está pronto: texto provisório, imagem de teste, página vazia.
- Bloqueio pela hospedagem ou por plugins de segurança, por excesso de alterações e uploads em sequência.
- Anúncio rodando pra uma página em obras.
O cliente acompanha por um link de visualização, e o site antigo continua funcionando normalmente até a troca.
6. Revisão e testes
Antes de publicar, a gente testa:
- Todos os botões, formulários e links de WhatsApp.
- Celular e tablet, onde está a maior parte do tráfego.
- Velocidade de carregamento.
- Pixel, Analytics e rastreamento de conversão, pra que o primeiro clique do anúncio já seja medido.
- SEO: título, descrição, estrutura de títulos e texto alternativo nas imagens.
7. Publicação e acompanhamento
Só agora o site vai pro domínio do cliente, na hospedagem que está no nome dele, de uma vez, pronto e testado. Quem acessa vê a página nova completa, sem período de obra.
E o trabalho não termina aí. Com a página no ar, os dados mostram o que funciona: onde as pessoas clicam, até onde rolam, onde desistem. É assim que uma boa página vira uma página que converte cada vez mais. Eu falo disso no post sobre mapa de calor.
Se você ainda não tem domínio e hospedagem, explico como funciona e qual eu indico aqui.
E se você quer aprender a fazer?
Esse é exatamente o processo que eu ensino na Formação LPS. Se você está pensando em entrar, essas são as dúvidas que mais aparecem:
Preciso saber programar?
Não. O processo usa Figma pro layout e WordPress com Elementor pra construção, ferramentas visuais. O que faz diferença não é código, é saber decidir o que entra na página e em que ordem.
Vou aprender a criar no Figma do zero?
Sim. A ideia é justamente sair do template: pensar o layout a partir da copy e da marca, e ter liberdade pra criar páginas que não parecem com as de todo mundo.
E a copy?
Também. A página começa pelo texto, então a estrutura de copy é parte do método, não um extra.
Serve pra quem está começando do zero?
Serve. O curso começa pela estratégia e pela estrutura de uma landing page, antes de qualquer ferramenta. Quem já faz páginas aproveita pra organizar o processo e parar de vender “página solta”.
Consigo vender o serviço depois?
A proposta do curso é essa: parar de vender página e passar a vender estratégia. Isso muda o valor que você consegue cobrar e o tipo de cliente que chega.















