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Playbook de Copy para Landing Pages que vendem com método

O caminho completo da copy de uma landing page: do leitor e da tese até a headline, a estrutura por dobra e as regras de nicho regulado. Com exemplos para advogados, médicos, clínicas e infoprodutos.

Por Karine Sackt, fundadora da Fysi Lab Digital · Atualizado em outubro de 2026

O que é copy de landing page

Copy de landing page é o texto que conduz um leitor específico, chegando de uma origem específica, até uma única ação: comprar, agendar, chamar no WhatsApp ou deixar o contato. Cada frase da página existe para mover essa pessoa um passo adiante na decisão.

Copy boa nasce de pensamento de venda. Antes do texto, alguém precisa decidir para quem a página fala, o que ela promete, por que o leitor acreditaria e o que o impede de agir. Frase bonita em cima de estratégia vazia continua vazia, e é por isso que este playbook começa pelo método e só depois chega em headline e estrutura.

Três ideias sustentam todo o resto:

  • Uma página, uma tese. A tese é a ideia única que, aceita pelo leitor, torna a ação lógica. Duas teses pedem duas páginas.
  • Promessa do tamanho da prova. A página promete o que consegue sustentar com fato verificável.
  • Lado afirmativo. Títulos e primeiras frases falam do que o leitor quer. A dor aparece no corpo, uma vez, com medida.

Para ver como esse raciocínio vira página pronta, o método de landing pages estratégicas mostra o processo completo, do briefing ao layout.

As cinco decisões que vêm antes da copy

As cinco decisões que vêm antes da copy são: tipo de página, leitor, tese, promessa e objeção principal. Com elas resolvidas, a headline praticamente se escreve. Sem elas, qualquer headline é chute.

Cada decisão cabe em uma ou duas frases. Um bom teste para saber se a decisão foi tomada: se a frase serviria para qualquer outro profissional do mesmo nicho, ela ainda está genérica. "Advogados que querem mais clientes" serve para todos. "Advogada de família em [cidade] que atende mães em divórcio com guarda em disputa" já é uma decisão.

1. Tipo de página

O que é. A definição do formato que a página precisa ter para a ação que ela pede: página de serviço (agenda consulta ou atendimento), página de vendas (vende um produto com preço na tela) ou página de captura (troca um material ou aula pelo contato).

Como aplicar. Comece pela ação final e pelo tamanho do compromisso. Agendar uma consulta pede confiança no profissional. Deixar o e-mail em troca de um guia pede só uma promessa nítida e um formulário curto.

Exemplo.

Headline (serviço, endocrinologista): Acompanhamento endocrinológico para quem quer entender o próprio exame e saber o próximo passo

Apoio: Consultas em [cidade], com retorno para revisar resultados. Dr. [Nome], CRM [UF] [número], RQE [número].

Por que funciona. O tipo de página define tamanho, ordem das dobras e intensidade da oferta.

2. Leitor e momento

O que é. A persona descrita pelo que ela quer, pelo que já tentou e por onde chega na página: anúncio, busca no Google, indicação, perfil no Instagram ou lista de e-mail.

Como aplicar. Escreva três linhas: o desejo dele com as palavras dele, a crença que ele tem hoje sobre o problema e a origem do tráfego. Quem chega pela busca "advogado criminal plantão" está em um momento diferente de quem chega por um post sobre direitos na abordagem policial.

Exemplo.

Headline (advogado criminal, tráfego de busca): Advogado criminal em [cidade] com atendimento em delegacia e audiência de custódia

Apoio: Dr. [Nome], OAB/[UF] [número]. Atuação exclusiva em direito penal.

Por que funciona. Quem pesquisa com urgência quer confirmar em segundos que encontrou a pessoa certa. A página que repete o termo buscado e informa a especialidade responde exatamente a essa pergunta.

3. Tese da página

O que é. A frase única que, se o leitor aceitar, torna a ação lógica. Todo o resto da página serve de argumento para ela.

Como aplicar. Complete a frase "Se o leitor acreditar que ______, agendar (ou comprar) passa a ser a escolha óbvia". Se você precisar de duas lacunas, tem duas páginas. Escolha a mais forte para este leitor.

Exemplo.

Tese (mentoria para designers): designer que entende de copy e conversão entrega landing page com argumento de venda e passa a cobrar como estrategista.

Headline derivada: Landing pages com argumento de venda para designers que querem cobrar como estrategistas

Por que funciona. A tese dá critério de corte. Qualquer bloco que não sustenta a tese sai da página, e isso deixa a leitura mais curta e mais firme.

4. Promessa do tamanho da prova

O que é. O que a oferta entrega, dimensionado pelo que você consegue provar: credenciais, tempo de atuação, processo descrito, depoimentos autorizados, garantias.

Como aplicar. Faça o inventário de prova antes da promessa. Liste tudo o que é verificável. Depois escreva a maior promessa que esse inventário sustenta. O que fica acima disso vira ruído ou, em nicho regulado, infração ética.

Exemplo.

Headline (clínica, prova = estrutura e equipe): Exames, consulta e retorno no mesmo endereço, com a mesma equipe acompanhando seu tratamento

Apoio: Clínica [Nome] em [bairro]. Responsável técnico: Dr. [Nome], CRM [UF] [número].

Por que funciona. O leitor de hoje já ouviu muitas promessas grandes. Uma promessa menor e verificável gera mais confiança do que uma promessa enorme sem lastro.

5. Objeção principal

O que é. A dúvida que mata a decisão, aquela que o leitor pensa e raramente diz em voz alta.

Como aplicar. Pergunte ao cliente quais dúvidas aparecem no atendimento e no WhatsApp. Escolha a que mais trava a ação e decida em qual dobra ela será respondida. Ela ganha bloco próprio na página.

Exemplo.

Título do bloco (advogada de família): E se o meu ex não concordar com o acordo?

Primeira frase: O divórcio segue pela via judicial, e a guarda é decidida pelo juiz com base no interesse da criança.

Por que funciona. Objeção ignorada continua na cabeça do leitor. Quando a página responde antes que ele pergunte, o próximo passo fica mais leve.

Esse levantamento é exatamente o que um bom briefing captura. O módulo de briefing da Formação LPS traz as perguntas que resolvem cada uma dessas decisões.

Gato desesperado com a pata no teclado do notebook
Escrevendo copy sem briefing, sem persona e sem tese.

Níveis de consciência do leitor

Níveis de consciência são os cinco estágios descritos por Eugene Schwartz no livro Breakthrough Advertising (1966) para medir o quanto o leitor já sabe sobre o próprio problema, sobre as soluções e sobre a sua oferta. O estágio do leitor define por onde a página começa.

EstágioO que o leitor sabePor onde a página abre
InconscienteAinda percebe o problema só como incômodo difusoUma situação do dia dele que ele reconhece
Consciente do problemaSabe que tem o problema, desconhece as saídasO desejo de resolver, nomeado com a palavra dele
Consciente da soluçãoConhece o tipo de solução, ainda escolhe quemO mecanismo: o que você faz de diferente
Consciente do produtoConhece você e a oferta, ainda avaliaProva, condições e resposta à objeção
Totalmente conscienteSó espera a condição certaOferta, preço e botão
Consciente do problema: endocrinologista

O que é. O paciente sabe que algo está errado (cansaço, ganho de peso, exame alterado) e ainda procura entender o que fazer.

Como aplicar. Abra pelo que ele quer: entender o que está acontecendo e ter um plano. Apresente a consulta como o caminho para isso, com a identificação completa do médico.

Exemplo.

Headline: Consulta com endocrinologista para entender seus exames e sair com um plano de acompanhamento

Apoio: Avaliação de tireoide, metabolismo e hormônios em [cidade]. Dr. [Nome], CRM [UF] [número], RQE [número].

Por que funciona. A headline encontra o paciente no ponto em que ele está e oferece clareza, que é o desejo dominante desse estágio. A promessa fica dentro do que o médico pode garantir: avaliação e plano.

Consciente da solução: mentoria para designers

O que é. O designer já sabe que precisa aprender copy e conversão e compara cursos e mentorias.

Como aplicar. A abertura apresenta o mecanismo, o jeito específico como a sua mentoria ensina, e a página gasta mais espaço em programa, método e prova.

Exemplo.

Headline: Mentoria de landing pages que começa pelo briefing e termina com a página publicada no WordPress

Apoio: Copy, Figma, Elementor e CRO na ordem em que o projeto acontece.

Por que funciona. Quem compara soluções procura o diferencial. Mostrar a sequência de trabalho dá ao leitor um motivo concreto para escolher.

Como escrever headlines de landing page

A headline de uma landing page é a tese da página dita para aquele leitor, com a palavra que ele usaria e o fato mais concreto que você tem. Ela decide se a pessoa continua lendo, e por isso merece mais tempo do que qualquer outra frase.

A headline forte sai da análise. Quando leitor, tese e promessa estão decididos, ela junta três peças:

  1. A palavra-nervo do leitor. O termo que ele usaria para dizer o que quer: "guarda dos filhos", "paciente particular", "vender meu curso".
  2. O desejo. O que muda para ele quando a oferta funciona.
  3. O fato que só você pode dizer. Especialidade, mecanismo, credencial, formato. É o motivo para acreditar.
Lado afirmativo na headline

O que é. A regra de abrir títulos e primeiras frases pelo que o leitor quer, deixando dor, medo e culpa para o corpo do texto, com medida.

Como aplicar. Leia a primeira palavra de cada título. Se ela nega ("não", "nunca", "chega de", "pare de") ou abre pela dor, volte ao desejo do leitor e reescreva por ele.

Exemplo.

Headline (advogada de família): Divórcio com guarda definida e rotina das crianças organizada desde o primeiro acordo

Apoio: Dra. [Nome], OAB/[UF] [número]. Atuação em direito de família em [cidade].

Por que funciona. A posição mais cara da página fala do que o leitor quer alcançar.

Use o gerador abaixo para testar combinações de leitor, desejo e fato. Ele entrega pontos de partida; a escolha final sai da sua análise.

Ferramenta

Gerador de headlines para landing pages

Preencha com as palavras do seu leitor. O gerador monta headlines nos modelos que mais uso e você escolhe a que soa como o seu cliente fala.

    Revise antes de publicar: em advocacia e saúde, a headline descreve o serviço e o caminho, sem prometer resultado.

    Frameworks clássicos de copywriting aplicados a landing pages

    Frameworks de copywriting são roteiros de argumentação testados ao longo de décadas que ajudam a organizar a ordem das ideias em uma peça de venda. Eles funcionam como esqueleto. O conteúdo de cada etapa continua vindo da análise do leitor e da tese.

    Os exemplos abaixo são originais deste playbook, escritos para os nichos em que as landing pages mais exigem cuidado.

    AIDA: Atenção, Interesse, Desejo, Ação

    O que é. O modelo mais antigo do marketing, atribuído a E. St. Elmo Lewis no fim do século XIX. Descreve a sequência mental de quem compra: algo chama a atenção, desperta interesse, gera desejo e leva à ação.

    Como aplicar. Na landing page, Atenção é a headline; Interesse é a subheadline e a primeira dobra; Desejo são benefícios, prova e oferta; Ação é o botão com o próximo passo claro.

    Exemplo (mentoria/infoproduto).

    Headline: Lançamento com página de vendas pronta antes da primeira aula ao vivo

    Apoio: Mentoria de oito semanas para especialistas que vão lançar o primeiro curso.

    Por que funciona. AIDA segue a ordem natural da atenção.

    PAS: Problema, Agitação, Solução

    O que é. Fórmula clássica da resposta direta: nomeia o problema, mostra o custo de mantê-lo e apresenta a solução.

    Como aplicar. Em landing page, use o PAS dentro do corpo, depois de uma headline afirmativa. O problema aparece uma vez, de forma específica e sem culpa; a agitação mostra a consequência prática; a solução vem logo em seguida.

    Exemplo (advogado criminal).

    Headline: Defesa criminal desde o primeiro depoimento na delegacia

    Apoio no corpo: O que é dito no primeiro depoimento acompanha o processo até o fim. Por isso o atendimento começa antes da oitiva, com orientação sobre o direito ao silêncio e acompanhamento presencial.

    Por que funciona. O PAS dá concretude ao valor da solução.

    BAB: Before, After, Bridge (Antes, Depois, Ponte)

    O que é. Roteiro que mostra a situação de hoje, a situação desejada e a oferta como a ponte entre as duas.

    Como aplicar. Escreva o "depois" primeiro, porque ele vai para o título. O "antes" entra no corpo como cena reconhecível. A "ponte" é o serviço ou produto, explicado pelo mecanismo.

    Exemplo (advogada de família).

    Headline (depois): Guarda, convivência e pensão definidas por escrito, com regras que os dois conseguem cumprir

    Apoio (ponte): Acordo construído em reuniões de mediação e homologado na Justiça. Dra. [Nome], OAB/[UF] [número].

    Por que funciona. O leitor visualiza o resultado antes de ler o processo. A ponte fica fácil de aceitar quando o destino já está claro.

    4Ps: Promessa, Imagem, Prova, Empurrão

    O que é. Fórmula clássica de resposta direta (Promise, Picture, Proof, Push): faz a promessa, ajuda o leitor a imaginar o resultado, prova que funciona e convida à ação.

    Como aplicar. Promessa na headline, Imagem na primeira dobra com uma cena do dia do leitor, Prova logo depois (credenciais, depoimentos autorizados, processo), Empurrão no fim com prazo ou condição verdadeira.

    Exemplo (clínica).

    Headline (promessa): Check-up completo com consulta, exames e devolutiva no mesmo dia

    Apoio (imagem): Você chega pela manhã, faz a coleta e sai à tarde com os resultados explicados pelo médico.

    Por que funciona. A Imagem traduz a promessa em experiência concreta, e a Prova vem logo depois para sustentar o que foi imaginado.

    Sistema 1 e Sistema 2 (Daniel Kahneman)

    O que é. A distinção apresentada por Daniel Kahneman em Rápido e devagar entre dois modos de pensar: o Sistema 1, rápido e intuitivo, e o Sistema 2, lento e deliberado.

    Como aplicar. A primeira dobra fala com o Sistema 1: frase curta, palavra conhecida, foto do profissional, sinais de confiança visíveis (OAB, CRM, endereço). As dobras de baixo alimentam o Sistema 2: processo, detalhes da oferta, FAQ, condições.

    Exemplo (endocrinologista).

    Headline (Sistema 1): Endocrinologista em [bairro] com consulta presencial e online

    Apoio (Sistema 2, mais abaixo): A primeira consulta inclui revisão dos exames que você já tem, solicitação dos que faltam e retorno para fechar o plano.

    Por que funciona. O leitor decide em segundos se a página merece atenção e só depois analisa.

    As regras de Claude Hopkins

    O que é. Os princípios de Scientific Advertising (1923), de Claude Hopkins: anúncio existe para vender, especificidade convence mais que generalidade, a headline seleciona o leitor certo e toda peça deve ser testada.

    Como aplicar. Troque adjetivos por fatos. Use a headline para chamar quem você quer atender. Teste versões da primeira dobra e mantenha a que gera mais ação.

    Exemplo (advogado criminal).

    Headline: Advocacia criminal com atendimento presencial em [cidade] e região metropolitana

    Apoio: Escritório na [rua], aberto em horário comercial, com telefone para urgências. OAB/[UF] [número].

    Por que funciona. Fato específico é verificável, e o que pode ser verificado ganha crédito.

    Estrutura de copy por dobra

    Estrutura de copy por dobra é a sequência de blocos de uma landing page, em que cada bloco tem uma única função: levar o leitor a acreditar em algo novo que o prepara para o bloco seguinte. A dobra é o trecho da página que ocupa uma tela, e a ordem delas é o argumento.

    Página de serviço (advogado ou médico)

    O que é. A página que leva o leitor a agendar uma consulta ou chamar o escritório. Vende confiança no profissional.

    Como aplicar. Sete dobras formam a base. Com mais material do cliente, a página chega a dez ou onze.

    1. Hero. Headline com especialidade e cidade, identificação (OAB ou CRM e RQE), botão único. Crença: encontrei o profissional certo para o meu caso.
    2. Áreas de atuação. Cards com nomes técnicos reconhecíveis. Crença: ele atende exatamente a minha situação.
    3. Como é o atendimento. Passo a passo do primeiro contato até a consulta. Crença: sei o que vai acontecer quando eu chamar.
    4. Como funciona o processo ou tratamento. Dobra educativa, separada da anterior. Crença: ele domina o assunto.
    5. Sobre o profissional. Formação, anos de atuação, instituições. Só fatos. Crença: a autoridade é verificável.
    6. Perguntas frequentes. Dúvidas que aparecem no atendimento, incluindo a objeção principal. Crença: minhas dúvidas têm resposta.
    7. Contato e endereço. Mapa, horário, telefone, botão. Crença: é fácil dar o próximo passo.

    Exemplo (hero de advogada de família).

    Headline: Advogada de família em [cidade] para divórcio, guarda e pensão alimentícia

    Apoio: Dra. [Nome], OAB/[UF] [número]. Atendimento presencial e por videochamada.

    Por que funciona. Atendimento (conforto) e processo (autoridade) ficam em dobras separadas porque vendem coisas diferentes. Juntos, eles respondem às duas perguntas do leitor: como vai ser e se o profissional sabe o que faz.

    Página de vendas (curso, mentoria, infoproduto)

    O que é. A página que vende um produto com preço na tela. Precisa levar o leitor do interesse até a compra sem precisar de conversa.

    Como aplicar. Uma sequência eficiente para ticket médio:

    1. Hero. Promessa, para quem é, botão.
    2. Identificação. A situação do leitor descrita com precisão, uma vez.
    3. Tese e mecanismo. Por que este caminho funciona.
    4. O que você vai aprender. Módulos ou entregas, com o resultado de cada um.
    5. Para quem é e para quem ainda é cedo. Qualifica o comprador.
    6. Prova. Depoimentos autorizados, trabalhos de alunos, credenciais.
    7. Quem ensina. História curta e fatos.
    8. Oferta. O que está incluso, preço, parcelamento, bônus.
    9. Garantia. Prazo e condição exatos.
    10. Objeção principal. Bloco próprio, resposta direta.
    11. Perguntas frequentes.
    12. Chamada final. Resumo da oferta e botão.

    Exemplo (hero de mentoria).

    Headline: Sua primeira página de vendas publicada e revisada em uma mentoria de seis semanas

    Apoio: Para especialistas que vão lançar curso e querem a página pronta antes da abertura do carrinho.

    Por que funciona. A página de vendas substitui a conversa com o vendedor. Cada dobra responde a uma pergunta que o comprador faria, na ordem em que ele faria.

    Página de captura (material, aula, evento)

    O que é. A página que troca um material gratuito, uma aula ou uma vaga em evento pelo contato do leitor.

    Como aplicar. Curta e focada no formulário:

    1. Hero. O que a pessoa recebe e o que consegue fazer com isso. Formulário visível.
    2. O que tem dentro. Três a cinco itens concretos.
    3. Para quem é. Uma frase que qualifica.
    4. Quem preparou. Credencial em duas linhas.
    5. Repetição do formulário.

    Exemplo (captura para clínica).

    Headline: Guia de preparo para exames de sangue, com o que fazer na véspera de cada coleta

    Apoio: Material educativo da Clínica [Nome], revisado pelo Dr. [Nome], CRM [UF] [número].

    Por que funciona. O compromisso pedido é pequeno, então a página precisa só de uma promessa nítida e de pouco atrito.

    Para medir se a estrutura está funcionando depois de publicada, o Playbook de UX e CRO mostra o que observar em cada dobra.

    Como responder a objeção principal

    A objeção principal é a dúvida que mais trava a decisão do leitor, e ela precisa de um bloco próprio na página com resposta direta e honesta. Responder de frente transmite segurança; deixar a dúvida no ar transfere a resposta para a imaginação do leitor.

    O título do bloco pode ser a própria pergunta na voz do leitor. A primeira frase depois dele já é a resposta. Quando for verdade, a resposta inclui o que a oferta deixa de prometer, porque esse limite claro aumenta a confiança no resto.

    Objeção de preço (mentoria)

    O que é. A dúvida sobre o investimento caber no momento do leitor e trazer retorno.

    Como aplicar. Mostre o que está incluso, o parcelamento e a garantia. Compare com o custo de contratar a mesma entrega por fora, usando valores que você consegue sustentar.

    Exemplo.

    Título do bloco: E se eu não recuperar o investimento?

    Primeira frase: Você tem [prazo da garantia] para assistir às aulas e pedir o reembolso integral, por qualquer motivo.

    Por que funciona. A garantia transfere o risco para quem vende. Dita com prazo e condição exatos, ela encerra a dúvida em uma linha.

    Objeção de resultado (médico)

    O que é. A dúvida do paciente sobre o tratamento funcionar para ele.

    Como aplicar. Explique o que a consulta entrega com certeza (avaliação, diagnóstico, plano, acompanhamento) e deixe claro que a resposta ao tratamento varia de pessoa para pessoa. É a resposta honesta e a única permitida pelo CFM.

    Exemplo.

    Título do bloco: Como saber se o tratamento vai funcionar para mim?

    Primeira frase: A resposta vem do acompanhamento: o plano é revisado a cada retorno, com base nos seus exames e no que você relata.

    Por que funciona. O paciente quer previsibilidade. Ele recebe previsibilidade de processo, que é exatamente o que o médico pode garantir.

    Gatilhos mentais com ética

    Gatilhos mentais são atalhos de decisão que todo leitor usa, como confiar no que outros aprovaram ou valorizar o que é escasso, e usados com ética eles apenas tornam visível uma verdade que já existe na oferta. O gatilho ético aponta para um fato. O gatilho fabricado cria uma impressão sem lastro e, em nicho regulado, vira infração.

    Os princípios de influência foram sistematizados por Robert Cialdini em As armas da persuasão. Abaixo, cada um aparece com o que é permitido em advocacia e medicina.

    Prova social

    O que é. A tendência de confiar em escolhas que outras pessoas já fizeram.

    Como aplicar. Em página de infoproduto, use depoimentos autorizados por escrito, com nome e contexto. Em advocacia, a publicidade deve ser informativa e discreta, então evite depoimentos que exponham clientes ou resultados de casos. Em medicina, a regra do CFM restringe depoimentos de pacientes e veda o uso deles para promessa de resultado. Nesses nichos, a prova social mais segura é institucional: avaliações públicas do estabelecimento, tempo de atuação, instituições em que o profissional atua.

    Exemplo (mentoria).

    Headline da dobra: Páginas publicadas por alunas da turma anterior

    Apoio: Projetos publicados, mostrados com autorização das autoras.

    Por que funciona. O leitor vê a promessa cumprida em outra pessoa parecida com ele.

    Autoridade

    O que é. A confiança que vem de credenciais, formação e experiência verificáveis.

    Como aplicar. Liste fatos: OAB e seccional, CRM e RQE, residência, pós-graduação, instituições, anos de atuação. Títulos como "o melhor" ou "referência" ficam de fora, porque são autoproclamação e os conselhos os vedam.

    Exemplo (endocrinologista).

    Headline da dobra: Dr. [Nome], endocrinologista com residência em [instituição]

    Apoio: CRM [UF] [número], RQE [número]. Atende em [cidade] desde [ano].

    Por que funciona. Credencial específica é verificável pelo paciente em segundos. Ela transmite mais segurança do que qualquer adjetivo.

    Especificidade

    O que é. O ganho de credibilidade que vem de detalhes precisos: nomes, endereços, prazos, etapas.

    Como aplicar. Troque cada frase genérica por um fato. "Atendimento próximo" vira "a mesma advogada do primeiro contato até a audiência". "Estrutura completa" vira "laboratório de coleta no térreo da clínica".

    Exemplo (advogada de família).

    Headline da dobra: A mesma advogada do primeiro contato até a audiência

    Apoio: Você fala direto com a Dra. [Nome] em todas as etapas do processo.

    Por que funciona. Hopkins já mostrava que o específico convence. O detalhe concreto parece observado, e o leitor confia no que parece observado.

    Reciprocidade

    O que é. A disposição de retribuir quem entregou algo útil primeiro.

    Como aplicar. Ofereça conteúdo educativo de valor: guia, checklist, aula. Em advocacia e medicina, conteúdo informativo e educativo é a forma de publicidade mais alinhada às regras dos conselhos.

    Exemplo (advogado criminal).

    Headline: Guia sobre seus direitos em uma abordagem policial

    Apoio: Material informativo preparado pelo Dr. [Nome], OAB/[UF] [número].

    Por que funciona. O leitor recebe ajuda antes de qualquer pedido. Quando precisar de um advogado, ele já conhece quem o orientou.

    Urgência e escassez verdadeiras

    O que é. O estímulo a agir agora, baseado em um limite que existe de fato: data de encerramento de turma, número de vagas, agenda disponível.

    Como aplicar. Use só limites verdadeiros e cumpra o que anunciou. Em infoproduto, carrinho que fecha precisa fechar. Em advocacia e medicina, urgência comercial ("últimas vagas", "só hoje") é inadequada; o que cabe é informação objetiva de agenda.

    Exemplo (mentoria).

    Headline da dobra: Inscrições abertas até [data] para a turma de [mês]

    Apoio: A próxima turma abre em [mês]. Os encontros ao vivo acontecem às [dia da semana], às [horário].

    Por que funciona. A urgência verdadeira ajuda quem já decidiu a agir.

    Copy para advogados e médicos: regras da OAB e do CFM

    Copy para nichos regulados é a copy que vende dentro das regras de publicidade do conselho da profissão, e para advogados e médicos essas regras definem o que a página pode prometer, mostrar e pedir. Conhecer as regras faz parte do ofício de quem escreve para esses profissionais, porque a infração recai sobre o cliente.

    As regras mudam com o tempo. Antes de publicar, confira a versão vigente do Código de Ética e Disciplina da OAB e do Provimento 205/2021 para advocacia, e da Resolução CFM 2.336/2023 para medicina.

    Advocacia: publicidade informativa (OAB)

    O que é. A regra de que a publicidade do advogado tem caráter informativo, com discrição e sobriedade, vedadas a promessa de resultado, a captação ostensiva de clientela e a mercantilização da profissão.

    Como aplicar.

    • Informe áreas de atuação, formação, endereço, canais e número da OAB.
    • Prefira linguagem técnica e explicativa: o que é um direito, como funciona um processo.
    • Deixe de fora promessas de ganho de causa, valores de indenização, comparações com colegas e apelos comerciais.
    • Botões convidam ao contato com tom de serviço: "Falar com o escritório", "Agendar atendimento".

    Exemplo (advogado criminal).

    Headline: Advocacia criminal em [cidade]: defesa em inquérito, ação penal e tribunal do júri

    Apoio: Dr. [Nome], OAB/[UF] [número]. Atendimento presencial no escritório da [rua].

    Por que funciona. A headline informa e seleciona o leitor certo. A confiança vem da especialidade declarada e da identificação completa, que é o que o leitor de advocacia procura e o que a OAB permite.

    Medicina: publicidade sem promessa (CFM)

    O que é. O conjunto de regras do Conselho Federal de Medicina que exige a identificação do médico (nome, CRM e, ao anunciar especialidade, RQE) e veda promessa de resultado, sensacionalismo e autopromoção.

    Como aplicar.

    • Coloque nome, CRM com UF e RQE no hero e no rodapé.
    • Descreva o atendimento, o processo e a estrutura. Esses são os pontos que o médico controla.
    • Use imagens de antes e depois apenas nas condições educativas que a resolução permite, sem sensacionalismo e sem sugerir garantia de resultado.
    • Em clínicas, identifique o diretor ou responsável técnico médico com nome e CRM.
    • Prefira conteúdo educativo como gancho: o que avaliar, quando procurar o especialista, como se preparar para a consulta.

    Exemplo (endocrinologista).

    Headline: Endocrinologia em [cidade] com tempo de consulta para revisar seus exames com calma

    Apoio: Dr. [Nome], CRM [UF] [número], RQE [número]. Consultas presenciais e por telemedicina.

    Por que funciona. A promessa trata da experiência da consulta, que o médico pode garantir. O paciente lê cuidado e organização, e a página continua dentro da ética médica.

    A aula de copy para landing pages da Formação LPS aprofunda a escrita para esses nichos com páginas comentadas.

    Checklist de revisão da copy

    A revisão da copy é a etapa em que a página é relida duas vezes: primeiro pela estratégia, depois pelo texto, procurando cada erro de forma literal. Erros de texto passam despercebidos na leitura corrida, por isso a varredura é feita item por item.

    Estratégia

    • A página sustenta uma tese só?
    • A headline traz o desejo do leitor com a palavra dele e um fato que só esta oferta pode dizer?
    • A promessa está do tamanho da prova?
    • O mecanismo aparece e explica por que isto funciona?
    • A objeção principal tem bloco próprio com resposta direta?
    • Cada dobra traz informação nova e avança o argumento?
    • O leitor sabe exatamente qual é o próximo passo?
    • Alguma frase do corpo é mais forte que a headline? Se for, ela sobe.
    • Um concorrente conseguiria publicar este texto trocando só o nome? Se sim, falta especificidade.

    Texto

    • A primeira palavra de cada título e de cada primeira frase de dobra é afirmativa?
    • Os trios de palavras abstratas ("qualidade, compromisso e transparência") viraram fatos?
    • Todo número, prazo e resultado veio do cliente e pode ser comprovado?
    • Em advocacia e medicina, a identificação (OAB, CRM, RQE) está visível e a página está livre de promessa de resultado?

    Para estimar o impacto de uma copy melhor no número de contatos, use a calculadora de conversão. E se você quer aprender esse processo inteiro, da copy ao Elementor, com projetos corrigidos, conheça a Formação LPS.

    Gato de óculos com olhar crítico
    O leitor encontrando a sua headline pela primeira vez.

    Perguntas frequentes

    Qual a diferença entre copy de página de vendas e de página de serviço?

    A página de vendas vende um produto com preço na tela e precisa levar o leitor até a compra sozinha. A página de serviço leva o leitor a agendar ou chamar o profissional, e por isso concentra a copy em confiança, especialidade e facilidade de contato.

    Qual framework de copywriting usar em uma landing page?

    AIDA é o esqueleto mais seguro para página de vendas. BAB funciona bem em serviços com resultado fácil de visualizar, e PAS entra no corpo da página depois de uma headline afirmativa. A escolha depende do nível de consciência do leitor.

    Advogado pode fazer landing page?

    Pode. A OAB permite publicidade com caráter informativo, discreto e sóbrio, com identificação do advogado e da OAB. A página deve evitar promessa de resultado, captação ostensiva e apelos comerciais.

    Médico pode colocar antes e depois na landing page?

    A Resolução CFM 2.336/2023 admite imagens de antes e depois apenas em condições específicas, com finalidade educativa e sem sensacionalismo ou promessa de resultado. Confira a regra vigente antes de publicar.

    O que é tese da landing page?

    É a frase única que, se o leitor aceitar, torna a ação lógica. Todas as dobras da página servem de argumento para ela, e o que não sustenta a tese sai.

    Como saber o nível de consciência do meu leitor?

    Olhe para a origem do tráfego e para o que a pessoa pesquisou ou viu antes de chegar. Quem busca pelo nome do profissional está muito consciente; quem chega por um post sobre o problema ainda está no começo do caminho.

    Quantas dobras deve ter uma landing page?

    Página de captura costuma ter de cinco a nove dobras, página de serviço parte de sete, e página de vendas de ticket médio passa de dez. O número certo é o que o argumento pede: cada dobra precisa trazer informação nova.

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